Duas telas de computador… ligadas virtualmente… uma cidade a adormecer… lua cheia num céu negro… gorda… gulosa… convidando a loucuras… o lado selvagem à flor da pele… vejo-te online… hesito… falas comigo… como se tivesses adivinhado os meus pensamentos… respondo-te timidamente… com delicadeza… sei que aprecias isso… eu também… mas hoje é noite de lua cheia… deixas de parte os cavalheirismos… e confessas… “apetece-me foder”… o sentimento é recíproco… “a mim também” – respondo-te… silêncio… a conversa parece ter morrido por ali… mas apenas por uns instantes… voltas à carga… “estou molhada” – revelas-me… excitas-me… sinto o meu caralho duro… a pulsar dentro das calças… estou cheio de tesão… imagino-te com os calcanhares apoiados na mesa… recostada sobre a cadeira… as pernas afastadas… uma mão dentro das cuecas… pretas… fio dental… com a outra, acaricias um dos seios… que espreita do teu sutiã preto… imaginas-me nu… fechas os olhos… vês-me tocar-me diante de ti… molhas dois dedos com a tua saliva… acaricias o teu clítoris inchado… teso… na ponta dos teus dedos encontras a minha língua… que te chupa e lambe a um ritmo frenético… gemes… baixinho… enquanto tens o primeiro orgasmo da noite… queres parar… já sentes o fogo que arde dentro de ti, mais brando… mas o efeito lunar é fodido… deixas cair a cabeça para trás… enfias dois dedos dentro de ti… os mesmos que te levaram ao teu primeiro orgasmo… imaginas o meu pau a comer-te… levas à boca a outra mão… chupas o polegar… como se tivesses a fazer-me um broche… num vai e vem intenso… profundo… vens-te de novo… mas continuas… estás fora de ti… insaciável… queres que me venha… mas não para já… continuas a chupar o polegar… com vontade… com tesão… que se mexe irrequieto… como te querendo foder a boca toda… os dois dedos enterram-se cada vez mais fundo na tua cona… dás um grito… e vens-te mais uma vez… tens a sensação que tivemos um orgasmo ao mesmo tempo… suada e satisfeita dessa tua fome… sorris e abres os olhos… prostrada na cadeira… diante da tela do teu computador… estás sozinha… são apenas duas telas de computador… ligadas virtualmente… e uma cidade já adormecida… soltas uma frase… em surdina… “- ... Era bom que estivesses aqui!”
Não tenho o hábito de escrever vários posts de rajada, gosto de publicar um post de vez em quando, porque gosto de apreciar cada história que precisa do seu tempo para ser apreciada. Nunca foi meu hábito e pessoalmente não gosto da inundação de posts, porque o meu objectivo para este blog nunca foi esse. Prefiro escrever pouco mas bem, ao invés de todo os dias inventar histórias dando a uma banalidade de posts.
Para 2009, estou a pensar colocar este blog mais participativo, através de desafios e outras iniciativa, mas para isso preciso da vossa ajuda, porque sozinho não o vou conseguir. É uma ideia que já anda a amadurecer na minha cabeça faz algum tempo, quero alargar o tipo de conteúdo, porque penso que irá enriquecer mais ainda este blog.
Espero de vocês o mesmo que vocês esperam de mim, uma partilha sem esperar nada em troca, sem ser essa mesma troca.
Tenho estado ausente deste blog, não por falta de inspiração ou de não querer relatar outras histórias. De certa forma penso que tenho desiludido a quem se vem sentar neste sofá vermelho, que têm crescido de dia para dia, mas por motivos de força maior não pude vir aqui, nem de espreitar os outros blogs que tanto admiro. Espero agora ser uma visita mais frequente e espero que a vossa também o seja.
Obrigado pelas vossas visitas e pelo interesse demonstrado até agora, os vossos elogios demonstrados pelos vossos comentários têm sido uma força para poder continuar aqui a escrever.
Desejo, embora tardiamente, um grande 2009, para vocês que são gigantes pela forma como carinhosamente acolheram este nosso cantinho na blogosfera.
O Inverno convida a encontros dentro de casa, fugimos do frio que aperta lá fora, para nos refugiarmos no calor de uma sala, de um grupo de amigos. Apreciar esses momentos é algo que a vida nos pode trazer de melhor…
Num Inverno não muito distante, combinou-se um jantar na casa de um casal amigo. O pacto foi selado com a promessa que levaria uma companhia. Na altura, convidei uma amiga que esta envolvido numa relação descomprometida.
R. é uma mulher fascinante em todos os sentidos, apesar da sua beleza exterior ser mais que óbvia, a sua simpatia e o seu modo de estar na vida, era a companhia ideal para aquele jantar.
À hora combinada, entrámos na casa do casal anfitrião e pusemo-nos confortáveis, deixando os pesados sobretudos no cabide do hall de entrada.
Jantámos sem demoras, numa conversa entre amigos sem o tom cerimonial de um qualquer jantar formal.
Ficámos um pouco mais, sentados à mesa, contando histórias mundanas e peripécias da vida, assuntos normalíssimos, que fazem parte de todas as conversas entre amigos.
Para fechar aquela bela refeição, dirigi-me à varanda para fumar um cigarro, sendo acompanhado pelo anfitrião. Entre duas passas no cigarro, ele confessou-me, sem grandes rodeios, que se tinha sentido atraído por R.
Aquela revelação, não me tinha causado espanto, tinha a consciência do aspecto exterior de R. aliado à sua simpatia, não deixava qualquer homem indiferente. Até já me tinha questionado por repetidas vezes, o que R. teria visto em mim, o que a minha pessoa a atrairia tanto…
Respondi-lhe: “-É normal, só um cego é que não se sentiria atraído…”
Terminámos o cigarro e dirigimo-nos à sala, onde se encontravam R. e D., numa conversa típica de mulheres enquanto desfolhavam uma revista de imprensa cor-de-rosa. O meu amigo interrompeu-as discretamente e chamou a sua companheira à cozinha, onde conversaram por alguns momentos.
Eu e R. ficámos na sala, trocando olhares cheios de desejo e cumplicidade. Sabíamos que saindo dali, teríamo-nos um ao outro sem quaisquer constrangimentos.
Aquele clima sexualmente tenso foi interrompido pela chegada do casal de regresso da cozinha. D. tomou a dianteira do seu companheiro que a seguia, diante de nós, fixou-me os olhos e disse: “- Sei que o que vamos pedir é um pouco estranho e estejam à vontade para dizer que não…”. No seu tom de voz, notava-se um pouco de nervosismo, mas ao mesmo tempo, denotava-se firmeza de quem sabia o que queria…
Toda a minha atenção fixou a sua boca, enquanto cada palavra saía da boca de D. “ – … já tínhamos falado sobre isto entre nós, e queríamos experimentar uma coisa nova, um swing com vocês. Não pensem que já tínhamos planeado isto, para esta noite…”
Enquanto D. se afogava em floreados e se afastava daquele discurso tão directo, eu e R., trocávamos olhares surpresos, não pelo assunto em si, mas pela forma directa como D. o abordou.
Depois de um momento constrangedor, em que sinceramente não sabia o que dizer, o silêncio foi quebrado por R., dizendo: “- Eu alinho! È uma experiência que já me tinha passado pela cabeça e esta noite tornou-se numa oportunidade perfeita!”
Reagi com uma estrondosa gargalhada, para disfarçar o meu nervosismo e incredulidade, mas logo depois recompus-me e com o ar mais envergonhado do mundo interpelei D.: “ – Mas como queres…”. Fui interrompido na minha pergunta, D. pegou-me na mão e dirigiu-me atrás dela para o seu quarto.
Passando pelo hall de entrada, olhei para o cabide onde repousava um chapéu de cowboy, do qual já tinha feito piadas sexuais, numa visita anterior. Peguei no chapéu e levei-o comigo para o quarto.
Sem grandes cerimónias, D. empurrou-me para a cama e arrancou-me o chapéu das mãos, colocando-o na sua cabeça e ficando em pé diante de mim.
“- Hoje não quero barreiras nem tabus. Esta noite, apenas quero tudo menos fazer amor…” – disse, enquanto desapertava botão a botão a sua blusa, revelando um sutiã preto rendado.
Sentei-me diante dela na borda da cama e peguei nos seus seios com ambas as mãos, desviando o sutiã, enquanto expunha os seus mamilos erectos, dos quais me deliciei neles.
D. gemia baixinho e ao mesmo tempo proferia pequenas palavras soltas: “ – isso… chupa-me…morde-os…”
Puxou-me a camisola, trazendo com esta a t-shirt, deixando exposto diante de si o meu tronco nu. Parou por momentos, sorrindo, empurrando-me para trás, obrigando-me a deitar na cama.
Lentamente, sentou-se sobre mim, e beijou-me os mamilos enquanto que com uma mão retirou-me o cinto e de seguida, desabotoou-me as calças, sem pressas, a um ritmo muito sensual.
Foi descendo o meu tronco até chegar ao umbigo, demorando-se por ali, depois foi descendo em direcção ao meu ventre, puxando os meus boxers para baixo, deixando o meu membro erecto exposto à sua mercê.
Olhou para mim, com um sorriso maroto: “-Estás todo depilado… tal como te tinha já imaginado!”, antes de mergulhar a sua boca no meu sexo.
Fez-me um belo sexo oral, aplicando-se tão bem a cada chupadela, saboreando o meu suco, que quase me vim naquele momento.
Despi-lhe as calças e as cuecas, de uma forma atabalhoada e pedi-lhe que a deixasse chupar ao mesmo tempo que ela me fazia a mim. Aquele sessenta e nove tornou-se numa luta de línguas famintas por dar o maior prazer simultaneamente.
Disse-lhe: “-Estou quase a vir-me…”. D. sorriu de novo e levou o seu indicador à sua boca, fazendo o sinal para me calar, enquanto que com a outra mão me acariciava vagarosamente o meu pau, e passava com a língua em todo o comprimento do meu membro que pulsava, cheio de tesão. Com calma, foi mantendo a tesão no ponto certo.
Sentou-se em cima de mim e deixou-se penetrar num vai e vem lento, esperando pacientemente que eu controlasse o orgasmo. Sentindo-me de volta no controlo da situação, peguei-lhe nas ancas e começámos a fazer movimentos mais rápidos. Ambos estávamos em êxtase, mas com a consciência que os outros dois estariam num estado eufórico semelhante ao nosso, numa outra divisão daquele apartamento.
Com esse pensamento, empurrei-a fora de mim, encostando-a à parede defronte da cama, o seu corpo ficou refém entre mim e a parede, de costas para mim, levantou uma perna, apoiando-a num banco que jazia por ali, metendo o meu pau dentro dela. Deixando-se esmagar pelo peso do meu corpo a cada penetração, D. soltava gemidos de prazer.
Segredei-lhe: “- Estás a pôr-me louco com esse chapéu! Já te tinha fantasiado assim…”
“- Eu também!” – soltou D., mordendo o lábio de prazer.
Continuámos naquela posição, a um ritmo mais rápido, quase incontrolável. Os nossos corpos suados e quentes entravam em contacto com aquela parede fria. Sentindo que não ia aguentar muito mais, saí dentro dela, D. prontamente se apercebeu do orgasmo iminente, deitando-se na cama, ordenou: “ – Vem-te no meu peito.”
Subi para cima dela, encostando o meu pau no seu peito e vim-me. D. esmagou os seus seios nele e fez-me uma espanholada, prolongando o meu prazer orgásmico.
Caí para o lado esgotado, deitando-me ao lado dela, ela sorriu e pediu-me com uma voz dócil:
“- Ainda aguentas chupar-me até me vir uma última vez contigo?”
Acedi com a cabeça e chupei-a com vontade enquanto ela acariciava o seu clítoris. Pouco tempo depois todo o seu corpo estremecia, denunciando o orgasmo.
Olhámos um para o outro, sorrindo. Sendo interrompidos naquela troca de olhares pelo barulho da porta do quarto a ser aberta lentamente. R. surgiu toda despida sorrindo.
“ – Posso-me juntar?”
“ – Claro que sim!” – respondeu prontamente D.
“ – O teu namorado contou-me da tua outra fantasia e eu aceitei…” – disse R., enquanto se dirigia para a cama.
Sem entender nada do que se passava, observei aquele diálogo e as suas trocas de olhares.
R. deitou-se na cama onde estava D. esperando-a, ignorando completamente a minha presença, começaram a beijar-se. Devagar levantei-me da cama e dirigi-me para um canto do quarto.
Ambas olharam para mim com um sorriso cúmplice. Trocaram carícias entre elas, de uma forma muito sensual, enquanto as observava.
Rapidamente, o meu pau voltou a ficar duro e comecei a acariciá-lo devagar ao ritmo da troca de carícias entre elas. Ainda estava confuso com o que via diante de mim, aquela experiencia tornou-se muito intensa e nunca tinha presenciado nem vivido algo tão tenso sexualmente como aquilo. Tinha sido apanhado completamente desprevenido desde o primeiro minuto que tinha entrado naquele apartamento.
Nessa noite, vim-me pela segunda vez, enquanto elas se fundiam num sessenta e nove sensualíssimo.
Fui pegando nas minhas roupas e dirigi-me para a casa de banho, fechando a porta do quarto por trás de mim, deixando-as gozar aquela experiência sozinhas.
Quando saí da casa de banho, fui à varanda onde o meu amigo se encontrava fumando pacificamente o seu cigarro.
Fumámos ambos os cigarros, sem trocar uma palavra, ambos estávamos numa outra dimensão e ainda não tínhamos voltado à realidade.
Mais tarde, senti um toque ao de leve no ombro, R. surgia nas minhas costas, já com o sobretudo vestido. Dei uma palmada no ombro do meu amigo, despedindo-me dele. R. piscou-lhe o olho e sorriu enquanto nos dirigíamos à porta de casa.
Entrei no carro e confessei a R.: “ – Nunca pensei que isto poderia acontecer… foi surreal…”
“ – Do outro mundo…” – rematou R., enquanto nos olhámos e soltámos uma gargalhada cúmplice.
Foi uma experiencia única, R. nunca mais viu o casal e eu, até aos dias de hoje, frequento a casa destes meus amigos, com a mesma frequência que o fazia anteriormente a este acontecimento.
Nunca abordámos o que se passou naquela noite fria de Inverno e todos guardámos boas recordações, sem contudo a nossa relação de amizade tenha sido beliscada por aquela experiencia.
Um dia meti-me no carro e fui directo a Espinho, com a desculpa que iria visitar uns familiares ao Porto. Já passavam dois meses que diariamente conversava com a T., uma mulher de 32 anos. Falávamos sobre tudo, mas cedo trocámos confidências. É a vantagem da internet, a barreira física de um monitor deixa-nos mais à vontade com uma pessoa que não conhecemos e foi assim que acabámos por revelar os nossos segredos que não confiamos aos nossos melhores amigos.
Avisei-a dias antes que estaria a caminho de Espinho ao final desta tarde, ela concordou com um encontro comigo. Confesso que fui de encontro ao desconhecido, nunca tinha ido a Espinho e o que ia encontrar, poderia não corresponder àquilo que tinha imaginado. Fui a viagem toda com um misto de nervosismo e excitação, afinal era a minha primeira vez a ir tão longe para conhecer uma pessoa. Logo pus na cabeça que iria apenas conhecer a mulher do outro lado da janela. Se não criasse expectativas, dificilmente me desiludiria. A viagem parecia não ter fim, os quilómetros que deveriam diminuir, davam a sensação de aumentar naquele dia de muito calor. Pelo meio fomos trocando mensagens através do telemóvel. Pressenti que ela também estava desejosa de que chegasse a Espinho. À chegada, um telefonema para receber indicações do local do ponto de encontro, uma geladaria que era muito conhecida por aqueles lados. Caminhei umas dezenas de metros ao local combinado e ao entrar reconheci-a logo, apesar de ela não me ter visto, mexia distraidamente a sua chávena de café ao mesmo tempo que olhava para o lado oposto do qual me encontrava. Deixei-me estar à porta por um minuto, contemplando-a com o seu olhar perdido no infinito. Aproximei-me devagar até sentir a minha presença a um metro da mesa dela, largou um sorriso daqueles tímidos, mas sinceros, denunciando ter gostado do que tinha acabado de ver. Dei-lhe um beijo na cara, ao qual ela me respondeu com outro beijo, inspirando profundamente o meu cheiro misturado com o perfume. Sentei-me à mesa e naturalmente a conversa foi-se desenrolando, com a mesma vontade de outras conversas feitas na net. A conversa foi longa, um pouco mais tarde sugeriu-me dar uma volta a pé, para me mostrar um pouco da cidade plantada ao longo de um extenso areal. O dia estava bem agradável, era Verão. Uma brisa forte fustigava a costa, uma nortada comum nas praias a Norte. Olhei para ela e reparei como a sua pele estava arrepiada, ela tinha frio e sugeri voltarmos para os nossos carros. Distraídos, tínhamos caminhado bastante o que nos obrigaria a voltar, agora contra o vento. Olhei para o outro lado da avenida e vi umas ruas que me pareceram abrigadas daquelas rabanadas de vento, um atalho menos sofrível que aquela marginal. Numa dessas ruas apertadas por armazéns abandonados, não havia movimento de pessoas, nem de carros e por brincadeira disse: “- Já viste se fosse um louco? Bem podias gritar que aqui não passa ninguém!”, ela sorriu e respondeu: “- Não estou preocupada, já vi que és boa pessoa!” “ - Sim, mas também sou homem e não fiquei indiferente a ti…” “ – E eu sou mulher e também não me ficaste indiferente.” – Rematou ela, enquanto me piscou o olho. Nesse momento, olhei para trás dela e vi um portão de um armazém, reparei que estava ligeiramente aberto e disse-lhe: “- Não saias daqui, eu volto já!” Ela sorriu e acedeu ao meu pedido vigiando todos os meus passos enquanto me dirigia a esse armazém. Espreitei lá para dentro, tratava-se de um antigo armazém industrial, no meio tinha umas máquinas empoeiradas e ferrugentas e no fundo um balcão comprido. Atravessei a rua de novo, e segredei-lhe: “- Apetece-te fazer uma loucura?” Ela hesitou no olhar, mas o seu corpo foi mais forte que a sua mente fazendo um sorriso nada inocente. Peguei-lhe na mão e puxei-a para dentro do pavilhão. Fomos em direcção ao balcão, beijando-nos selvaticamente, as nossas respirações misturavam-se sôfregas com aqueles beijos molhados. Num instante ela desceu a sua mão até ao meu sexo, que erecto já a esperava e agarrou-o firmemente, ao mesmo tempo que me mordia a língua, num misto de dor e prazer. Num golpe rápido, virei-a de costas para mim e comecei a acariciar-lhe os seios rijos enquanto que as nossas línguas se trocavam numa dança desconcertante em linguados bem oleados de saliva quente. Uma das suas mãos segurava o meu membro duro novamente e eu respondia-lhe esfregando os dedos na sua vagina. Obriguei-a a debruçar-se sobre o balcão ficando de rabo espetado para mim. Baixei-lhe as calças e as cuecas, com as mãos afastei-lhe as nádegas, descobrindo os seus lábios vaginais, onde meti a minha língua dentro dela que estava quente e bem molhada. T. soltava uns gritos e gemidos abafados a cada lambidela e chupadela minha. Enquanto me perdia no sexo dela, molhei um dedo com saliva e suavemente meti a ponta do dedo no ânus dela. Ela parou por momentos e olhou na minha direcção com um olhar de espanto, mas logo de seguida sorriu e consentiu com a cabeça, ordenando que não parasse. Voltei a introduzir o dedo de novo só que desta vez um pouco mais fundo, ela gritou de prazer. Por duas vezes senti o corpo dela a estremecer e das duas vezes murmurou qualquer coisa indecifrável, ela estava a ter um orgasmo, mesmo assim, nunca parei apenas abrandei o ritmo ao som desses murmúrios. Levantou-se, virou-se para mim e puxou-me de encontro ao balcão, com gestos rápidos e desajeitados, tirou-me o cinto e mandou-o para o chão. De cócoras, puxou-me as calças para baixo, deixando-me de boxers justos os quais denunciavam o meu pau duro, o qual ela contemplou por uns segundos e sem os tirar, passou a língua de leve por ele. Olhou para cima e piscou-me o olho. Sem ter tido tempo de reacção, baixou-me os boxers deixando o meu sexo exposto diante dela. Ela novamente sorriu, mas desta vez olhava fixamente para o meu pénis. E com uma mão começou a acariciá-lo sentindo pelo tacto cada centímetro. De início, começou a mexer nele bem devagar, depois foi aligeirando os movimentos o que me deixou cheio de vontade de a possuir naquele momento. Puxei-a para cima, mas ela afastou-me a mão e disse sorrindo: “ – Então?! Agora é a minha vez!” Beijou-me a ponta, num beijo demorado e bem suculento e de seguida abocanhou-o. Estava entre ela e um balcão, como entre a espada e a parede, indefeso. Era ela que controlava a situação. Fazia-me um sexo oral com uma entrega total, ao mesmo tempo notei que se acariciava, essa imagem excitou-me e quase atingi o orgasmo naquele momento. Para me distrair, olhei para o tecto do armazém e reparei pela primeira vez que não tinha tecto. No lugar de um conjunto de telhas poeirentas, desenhava-se um tecto de um céu azul pontilhado com nuvens brancas. Ela levanta-se e senta-se no balcão apoiada apenas nos cotovelos. Puxa-me para ela, debrucei-me e de novo ataquei aquele clítoris inchado de prazer. Levantei-lhe a blusa e subi lentamente pelo seu corpo, brincando com a língua no umbigo e onde mais tarde me perdi nos seus seios duros de um prazer quase insaciável. Peguei no meu pau rijo e brinquei com ele roçando no seu clítoris, ao qual ela estremeceu soltando um novo grito abafado num murmúrio denunciando novo orgasmo. “- Mete-o, mete-o já!” – ordenou ela, já tinha percebido que ela gostava de mandar na situação e que o meu papel era apenas de um súbdito, um escravo sexual. Começámos lentamente, mas logo acelerámos, pois ambos estávamos loucos de prazer. Alternávamos o ritmo, umas vezes a um ritmo selvagem, insano, outras vezes mais calmo apreciando aquele momento de múltiplos prazeres. Senti que estava quase, já não aguentava mais, os seus gemidos excitavam-me, estava quase a explodir. Ela pressentiu esse momento e tirou-me dentro dela, abocanhou-o de novo e ferozmente chupou-o, eu quase que gritei: “ – Onde é que queres?” “Nas mamas.” – Respondeu. E eu vim-me no meio delas. Ficámos abraçados, com as suas costas encostadas ao meu peito e apoiada nos meus braços. Ambos tínhamos um sorriso estampado na cara. Vestimo-nos rapidamente e saímos do armazém sem trocar uma palavra. Quando chegámos aos nossos carros, olhei para ela e apercebi-me que ela estava pouco à vontade, envergonhada. Eu disse-lhe: “ – Não te preocupes, é um segredo só nosso!” “ – Obrigado!” – Respondeu ela.
Depois desse dia, voltámos a ver-nos por duas vezes, foram conversas acompanhadas com cafés, sem qualquer constrangimento, éramos apenas amigos, uma amizade e talvez um pequeno segredo.
O tempo passa rápido, três… cinco anos! Dão-se encontros e desencontros, pessoas que nos habituámos a ver diariamente na faculdade, simplesmente desaparecem sem deixar rasto.
Hoje estou convencido que os melhores tempos são os da faculdade, mas sem ser saudosista também acho que cada momento da nossa vida é recheado de melhores momentos. Há que saber aproveitá-la.
Foi passados oito anos que reencontrei a A., através de emails trocávamos mensagens para saber de novidades, rapidamente combinámos um café, já tinha passado tantos anos e queria saber de ex-colegas que ela tinha reencontrado. O café transformou-se num jantar e algo mais que um reencontro entre antigos colegas de faculdade.
A. tinha uma maneira muito prática de viver a vida, que me impressionou positivamente. Não fazia muitas perguntas, ao contrário de mim que estava ávido de saber coisas sobre ela nestes últimos cinco anos.
A custo lá me contou que estava a construir uma casa e queria fazer uma festa temática para a inauguração e pediu-me para lhe dar umas ideias. A primeira ideia, sugeri-lhe uma festa das arábias. Todos os convidados se vestiriam com a indumentária dos Tuaregues do Sahara, um véu que lhes cobriria o corpo e o rosto. Ela gostou da ideia e sugeriu: “ - Sem nada por baixo!”, eu sorri pela ideia cheia de libido.
A segunda ideia tinha como tema o carnaval veneziano, todos os convidados usariam uma capa negra e uma máscara, tal e qual usadas no carnaval em Veneza. Ela riu-se e disparou: “ – E eu como anfitriã, usava uma máscara, lingerie apenas e um chicote na mão.”
Essa ideia excitou-me, imaginei-a de lingerie vermelha, semi-transparente com um chicote na mão. Um ponto vermelho no meio dos trajes escuros dos convidados.
Saímos do restaurante e fomos a um bar por perto do local onde tínhamos jantado, continuámos a conversar sobre a “festa das arábias”, brincando com os pormenores dos adereços, da existência de camelos reais dentro de uma sala e uma quantidade absurda de areia no chão.
O tempo foi passando e naturalmente levantámo-nos e dirigimo-nos para o parque de estacionamento onde tínhamos deixado os carros. Ficámos um pouco mais à conversa, porque estávamos ambos a ter prazer e o diálogo fluía naturalmente. No meio de risadas fomos trocando olhares, até que chegou a altura de nos despedirmos.
Na despedida dei-lhe um beijo na face e com uma mão toquei-lhe na anca, ela retribui-o com outro beijo e tocou-me acidentalmente no meu sexo. A princípio não sabia o que fazer, e quando trocámos olhares, vi que ela não estava tão atrapalhada como eu. Exibindo um sorriso pouco católico.
Segredou-me ao ouvido: “ – Não está aqui ninguém, queres…”. Antes que acabasse a frase, já ela me puxava pelo cabelo, obrigando as nossas bocas a se encontrarem, dando um longo beijo molhado. Atabalhoadamente, destrancou as portas e enfiou-se no banco de trás do seu carro, deitando-se e esperando que me deitasse sobre ela.
Fomo-nos despindo um ao outro, enquanto nos beijávamos e íamos dando uns amassos, saí do carro e de joelhos no chão comecei a beijar-lhe as pernas, os joelhos e fui subindo as suas pernas até chegar ao seu sexo.
Afastei as suas cuecas com os dedos e dei-lhe uma lambidela, como que dando as boas-vindas a uma sessão de sexo oral de prazer infinito. Ela deixou-se levar pelo ritmo que impunha com a minha língua naquele clítoris inchado de prazer, ao mesmo tempo que acariciava um dos seus seios, pequenos mas rijos, e soltava leves gemidos.
Empurrou-me para trás, saindo do banco traseiro agarrou-me juntando o meu corpo nu ao seu, dando-me um beijo longo e molhado, sentindo o seu próprio sabor que estava na minha língua, puxou-me de encontro ao carro, encostando-me à sua superfície metálica e fria. Pôs-se de gatas e foi caminhando como uma leoa preparando a emboscada à sua presa.
Quando chegou junto de mim, pôs as mãos por cima das minhas coxas e dirigiu a sua boca ao meu pau erecto onde se deliciou com umas chupadelas bem demoradas, quando estava a ficar em plena excitação guiou-me para a frente do carro e deitou-me sobre o capou, subiu por cima de mim e virou-se deixando os seus grandes lábios e o clítoris expostos em frente à minha boca. Lambi sofregamente até sentir o seu corpo estremecer em contracções involuntárias, enquanto ela interrompia as chupadelas para gemer bem alto.
Virou-se e sentou-se em cima de mim, obrigando a uma penetração bem funda e directa, sem que as nossas mãos guiassem ambos os sexos. A. começou a cavalgar em cima de mim sem dó, a cada penetração sentia que a rasgava por dentro, soltando novamente gemidos a cada encontro das suas nádegas com o meu ventre.
Sem o tirar dentro dela, rodou sobre mim ficando de costas, deixando aquele rabo guloso e perfeito, a pedir-me para contemplá-lo. Recomeçou aqueles movimentos bruscos, com que anteriormente a tinha penetrado, e com a excitação dei-lhe uma palmada com a mão aberta naquele cuzinho, saindo um estrondoso som. Ela parou e gritou: “ – Uiii…”, num momento o meu coração parou, pensei para mim que tinha ido longe demais, mas ela completou: “… que bom!”.
Já tinha estado com mulheres que odiavam o famoso “tau tau”, como também tinha estado com outras que o exigiam, porque as excitava. Aquela palmada parece que a despertou (mais ainda!) para um estado de excitação como nunca tinha visto, cavalgando em cima de mim como se eu fosse um puro-sangue em estado selvagem e ela me quisesse dominar. Mas afinal ela é que era a indomada, de cócoras fodeu-me como nunca tinha sido fodido!
A um ritmo daqueles, não demorou muito a que me viesse dentro dela, aquela cavalgada alucinante teve um fim e deitei-me sobre ela para recuperar as forças. Fui resgatando as roupas que tinham ficado espalhadas no chão, junto do carro dela, como se fossem os despojos de uma guerra e vesti-me.
Acendi um cigarro e dei uma baforada, quando reparei numa pequena câmara presa ao tecto, apontando a sua lente na nossa direcção. Olhei para ela e apontei com um olhar para cima, em direcção àquela testemunha indiscreta que, imóvel nos observava. Ela sorriu e disse: “ – Eu sabia!”.
Fiquei sem reacção, despedi-me à pressa dela com dois beijos na face e entrei no meu carro. Sem me ter apercebido, o tempo passara rapidamente e ao chegar à cancela, o bilhete já tinha expirado.
Fui ao guichet onde estava um segurança forte, baixo e de bigode, que se ria na minha cara sem qualquer cerimónia. Por trás dele, pequenos ecrãs alinhavam-se num balcão, cobrindo todos os cantos e recantos daquele parque de estacionamento. Paguei a diferença e saí dali o mais rápido que pude!
Apetece-me estender no teu sofá vermelho… observo-te, quando distraidamente vês a tua série de tv favorita… quero adivinhar os teus pensamentos… os mais obscuros… o que fantasias… com quem e como… quero saber o que fazes em frente àquele espelho… sozinha… deitada na tua cama… quero-te tocar… ouvir-te gemer… mordes o lábio… pelo desejo… não… quero mordê-lo… quero que sintas um pouco de dor e de muito prazer… excita-me… olho para o teu decote e imagino… os teus seios nas minhas mãos… na minha boca… os chocolates que deixaste ali… para eu me servir… não lhes toco… quero sentir a doçura do teu sabor… servir-me do teu corpo, exclusivamente para te dar prazer… só por esta noite… olha para mim… despe-me com os olhos… larga a tua série favorita… deixa-me adivinhar-te os pensamentos… sussura-mos ao ouvido… apetece-te… ou não te apetece… abre o jogo… não me resistas… não te resistas a ti própria, só por esta noite… imagino o que tens debaixo do teu vestido… sim, esse que te torna tão sensual… mostra-me essa tua lingerie provocante… num strip quente… espera… não tens nada debaixo do vestido… faz-te sentir sexy… eu sei… dá-te tesão… já te apercebeste que tento adivinhar os teus pensamentos… estás a adorar… dá-te gozo jogar este jogo… do rato e do gato… picas-me e fazes aquele sorriso inocente… acredito que fantasias com as nossas conversas… sozinha… na tua intimidade… ou talvez não… apenas achas graça… nunca o admitiste… pára com esta tortura… deixa-me explorar o teu corpo… com as mãos… as pontas dos dedos… a língua… deixa-me saciar essa tua fome, que um dia confessaste… é estranho e parece errado… aos olhos dos outros… da sociedade… e aos nossos? Não adiemos mais… deixemo-nos levar pelo instinto… pelo prazer… agora… já… no teu sofá vermelho… abre-te para mim… esta noite quero que te venhas para mim… e fazeres-me vir para ti… perfeito… depois desta noite, ficará tudo entre nós… seremos mais cúmplices ainda… apenas porque nos apeteceu… um dia sermos mais íntimos… sem culpa… nem desculpas… sabes… apetece-me… e eu sei que a ti também!