21/08/2008

Entre máscaras



Já passava da uma hora, estava em casa a ver um filme que não me despertava minimamente a atenção, mas não havia nada para fazer e daqui a pouco tempo tinha que ir dormir.

O telemóvel pousado ao meu lado treme, deitado no sofá, olho de soslaio. O ecrán iluminado revela: “1Mensagem recebida”. Pego no telemóvel e acedo à mensagem inesperada.


De: S.

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O que estás a fazer? Hoje lembrei-me de ti.

Vem ter comigo…


A S. era uma amiga da internet, nunca tínhamos saído juntos, mas já nos conhecíamos há bastante tempo virtualmente. As nossas conversas de início eram sobre fotografia, um gosto comum. Partilhávamos fotografias de outros, que descobríamos em sites de fotografia. Ambos, adorávamos fotografias de nú, a preto e branco e ficávamos horas a discutir, por vezes apenas uma fotografia, quais as histórias que esta contava, a iluminação, o décor…


Respondi:

Para: S.

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Olá. A ver um filme sem interesse nenhum.

Vou ter contigo onde?


O telemóvel tremeu de seguida, nova mensagem recebida…

De: S.

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A Almada à minha casa, espero-te…

Vem!

(morada dela)


Apaguei a televisão e saí de casa, meti-me à estrada. Segunda Circular… Eixo Norte-Sul… Ponte 25 de Abril… Almada.

Cheguei ao número 22, a porta estava encostada. Entrei no prédio e olhei para o painel que indicava que o elevador estava no quinto andar. Resolvi subir as escadas, de dois em dois degraus, cheguei ao terceiro andar ofegante…

Outra porta encostada, no chão por cima do tapete de entrada uma máscara preta e um post-it amarelo com uma frase:

“Põe-me antes de entrares!

S.”


Pus a máscara na cara e empurrei a porta. Entrei num hall escuro, de fundo escutava uma música baixa, dando ambiente, um som melódico do oriente. No fundo de um corredor, uma luz ténue alumiava solitariamente um quarto. Dirigi-me para lá, pé ante pé.

S. tinha-me surpreendido com aquela máscara deixada à porta do seu apartamento, seria a minha vez de fazer uma surpresa.

Cheguei à porta daquela divisão e olhei para dentro. Na outra ponta do quarto, uma parede em tom caju tinha o protagonismo, espalhados por si um conjunto de quadros de ilustrações que dali, da porta, não dava para entender qual o seu conteúdo. No canto, um candeeiro de pé alto, que dava luz ambiente ao quarto. Encostada à parede, uma cama, com uma capa cor de vinho e lantejoulas douradas, de estilo indiano. Entre duas almofadas com os mesmos tons de vinho e lantejoulas douradas, um corpo nu de mulher.

Fiquei à porta, paralisado com tamanha beleza e exotismo, naquela cama de casal, S. estava completamente nua, na cara uma máscara idêntica e um pequeno véu preto, semitransparente que caía pela sua face até ao queixo.

A sua mão direita afundava-se entre as suas pernas, acariciando o seu próprio ventre, ao som daquela música descontraída. Ela mordeu o lábio e soltou um gemido curto do fundo da sua alma.

Fiquei instantaneamente excitado, sentia o meu caralho a pulsar dentro das calças. Devagar, despi-as, a camisa, as meias e os boxers foram de seguida, sem fazer barulho, enquanto a observava naquele momento íntimo de puro prazer, sentindo-me um voyeur, uma ideia que mais me excitava. Acariciei-o devagarinho, repetindo ao ritmo que ela também tinha escolhido para ela.

De repente, soltou um grito e toda ela estremeceu, teve um orgasmo. E notou a minha presença em frente dela, eu estava nu, excitado, tocando-me tal como ela.

Sorri e entrei devagarinho pelo quarto dentro e sem trocarmos uma palavra, mergulhei a minha cabeça no meio das pernas dela.

S. era daquelas mulheres que não tinha pudor em mostrar o prazer que uma língua molhada em volta do seu clítoris lhe fazia. Gemeu bem alto, desinteressada na hora tardia ou se os vizinhos a ouviriam. E continuei a chupá-la, como que a desafiando para que gritasse mais alto ainda.

Puxou-me pelo braço e deitou-me na cama dela, pôs-se de gatas com o rabo virado para mim e sentou-se na minha cara. “ – Fode-me com a língua!” – ordenou-me peremptoriamente. Eu acedi ao seu desejo, enfiava e tirava a língua a um ritmo ditado por ela, pelos seus movimentos de anca, agachada por cima de mim, gritando alto a cada penetração.

Baixou-se em direcção ao meu pau e agarrou-o com força com uma mão, deu-lhe uma sacudidela bem rápida e cuspiu-lhe em cima, tornando os movimentos mais fluidos. De seguida, lambeu-me a ponta, continuando a cavalgar em cima da minha língua, indomável.

Aquele 69, tranformou-se na fusão de dois corpos num só. Nos seus movimentos, a cada penetração da minha língua, ela correspondia com uma chupadela vigorosa, uma simbiose perfeita de sabores, prazer e sensações.

Empurrei-a de cima de mim, obrigando a que caísse na cama ao meu lado, levantei-me e olhei para a parede cor de caju e percebi o tema dos quadros.

Ilustrações retiradas do livro indiano Kamasutra. Cada quadro, ilustrava uma posição, num total de três quadros, perfeitamente alinhados ao longo da parede.

Entendi logo, que as ilustrações indicavam qual o roteiro daquela foda. Já tínhamos feito o primeiro quadro e o segundo estava já pronto para ser estreado a seguir.

Apontei para o quadro, mostrando-lhe que já tinha entendido, ela acenou com a cabeça e pôs-se de quatro, esperando que a penetrasse.

Meti o meu pau dentro dela de uma só vez, o que fez com que ela soltasse um grito bem alto, um misto de dor e prazer. A cada investida minha, ela respondia com mais um grito, sentia-a excitada.

Aqueles gritos incomodavam-me, estava com receio que os vizinhos chamassem a policia e tapei-lhe a boca com uma mão. Ela mordeu-ma, obrigando-me a retirar da sua boca, dizendo: “- Deixa-me gritar… só grito quando estou cheia de tesão!”.

Naquela posição eu fodi-a como se fossemos animais selvagens, num festim carnal. Ela gostava assim, de sexo puro, selvático, primitivo. Só abrandámos por poucas vezes o ritmo acelerado enquanto se vinha, deixando-me abrandar o ritmo ao som dos seus gemidos em surdina, enquanto acariciava o seu clítoris que latejava naqueles orgasmos.

Depois, olhei para o terceiro quadro, toquei-lhe ao de leve na anca e ela subiu para cima de mim, depois de me sentar na cama, voltando ao ritmo desenfreado.

Ela cavalgava em cima de mim, ao mesmo ritmo que a tinha comido de quatro, com tanta tesão acabei por não aguentar mais e vim-me dentro dela.

Caí para o lado esgotado, com gotas de suor a escorrer pelo meu corpo. Levei à cara uma mão para tirar a máscara que escondia a minha identidade, fui impedido por ela agarrando-me o pulso: “- Só tiras lá fora!” – ordenou.

Quando recuperei as forças, levantei-me e recolhi as roupas que jaziam à porta do quarto e vesti-me sem pressas, enquanto ela me observava ainda deitada na cama.

Em jeito de despedida, acenei-lhe com a cabeça e com um sorriso. Ela respondeu-me com um piscar de olho e um sorriso de satisfação. Atravessei o corredor escuro e saí deixando a máscara no hall de entrada.

Lá fora raiavam os primeiros raios de sol. Segui estrada fora de regresso a Lisboa, na ponte contemplei o nascer do sol sobre a minha cidade que acordava lentamente. Sorri olhando em direcção ao sol e pareceu-me que ele também estava a sorrir para mim.


Fotografia: Montagem de sofa surfer

Fontes: wikipedia e stock.xchnge


19/08/2008

Férias...


Foi tempo de descanso. Um curto período de férias, que já foi. É hora do regresso, novas fantasias ou realidades partilhadas em surdina. Só preciso de um tempo, muito pouco tempo e neste sofá vermelho voltará a ser ocupado por todos nós.

Fotografia: sofa surfer

29/07/2008

A menina sabe muito...


Já nos tínhamos visto várias vezes naquele café que íamos depois de jantar, porque apesar de colegas durante o dia, éramos também amigos durante a noite. Ela era irmã de uma colega e apesar de nunca termos sido apresentados, trocámos algumas palavras de circunstância. O tempo foi passando e aquele ritual semanal deixou de ter a frequência do costume, até ao dia em que deixamos de nos ver fora do local de trabalho.

Num dia fiquei a trabalhar até tarde. Tinha recebido um briefing e o deadline terminava às primeiras horas da manhã do dia seguinte, obrigando-me a fazer horas extra.

Tinha planeado fazer uma pausa para jantar, para fazer um forcing final nas três horas seguintes. Quando me ia a levantar da minha secretária surge uma janelinha de pop-up.

J. quer adicionar-te no Messenger.

Aceitar?

Olhei para aquela janela que me saltara à frente com desconfiança, mas depois pensei porque não?

J. diz:

Olá

Sofa surfer diz:

Olá?!?

J. diz:

Não me estás a reconhecer na foto?

Sofa surfer diz:

Hum… és a irmã da (…)?

J. diz:

Sim, por uns instantes pensei que não me reconhecesses…

Sofa surfer diz:

Reconheci-te sim… apesar de nunca termos sido oficialmente apresentados, ainda trocámos algumas palavras.

J. diz:

Pois, mas soube-me a pouco…

Sofa surfer diz:

Como assim?

(fiz-me de parvo)

J. diz:

Então… já andava de olho em ti há algum tempo, mas depois vocês deixaram de tomar cafés e perdi o teu contacto…

Sofa surfer diz:

Mau Maria… andas de olho em mim há algum tempo? Não me digas que me andas a seguir… medo!

J. diz:

Lol, claro que não!!! Tenho perguntado por ti à minha irmã…

Sofa surfer diz:

Engraçado, ela nunca comentou nada há cerca de ti…

J. diz:

E não tinha que comentar, pedi-lhe para não fazer isso…

Sofa surfer diz:

E fez um excelente trabalho!

J. diz:

Lol. A que horas sais?

(eh lá a miúda é directa!!!)

Sofa surfer diz:

Não sei. Ainda tenho trabalho para umas quatro horas.

J. diz:

Hummm… e depois?

Sofa surfer diz:

Vou para casa dormir. Amanhã é outro dia!

(pausa)

J. diz:

Não queres vir cá a casa? Faço-te um café, conversamos um bocadinho e fazes-me companhia enquanto faço a mala.

Sofa surfer diz:

Vais para onde?

J. diz:

Vou ter com os meus pais ao Algarve. Eles já lá estão e querem que vá ter com eles.

Sofa surfer diz:

Sinceramente não sei, quando tiver despachado digo-te qualquer coisa por aqui, ok?

J. diz:

Ok, fico à espera. Beijos…

Sofa surfer diz:

Beijos

(três horas depois)

Sofa surfer diz:

Hello! Já fizeste a mala?

J. diz:

Olá! Não… estava à espera da tua companhia!

Sofa surfer diz:

Só me faltava esta, agora depois de catorze horas aqui ainda vou fazer a mala para os outros irem de férias…

J. diz:

Nada disso, quero apenas companhia!

(resolvi provocá-la)

Sofa surfer diz:

Desculpa a pergunta… mas que idade tens?

J. diz:

20. Porquê?

(só me faltava esta!!! Neste parque de diversões só entram meninas acima dos 25!!)

Sofa surfer diz:

Vou-te ser sincero. Acho que és muito nova!

J. diz:

E o que a idade tem a ver? Posso ter apenas 20 mas o que conta é a experiência!!!

Sofa surfer diz:

O que é que a experiência tem a ver com fazer malas e fazer companhia?

(provoquei)

J. diz:

Vem cá ter que eu mostro-te pessoalmente…

Sofa surfer diz:

Ui… Tas cheia de confiança…

(adoro provocar…)

J. diz:

Bem, vens ou não vens?

Sofa surfer diz:

Ok, a ver se aprendo alguma coisinha de como fazer malas com uma mulher experiente!

J. diz:

Lol. Tou à tua espera, não te demores.

Sofa surfer diz:

Ok. Tou a sair.

-----------------fim de conversação-----------------------

Saí do trabalho nada confiante em relação àquele encontro imediato de terceiro grau, toquei à porta e ela abriu-se de imediato. Apanhei o elevador e carreguei no botão do segundo andar. À porta, ela esperava-me com uma farda da TMN, descobri mais tarde que ela fazia acções de praia no Verão.

Beijámo-nos na face e entrei atrás dela, levou-me para uma pequena sala de estar, iluminada apenas com velas. Sentei-me no sofá, enquanto ela saía, voltando um pouco mais tarde com um café.

“ – Então já fizeste a mala?” – perguntei

“ – Ainda não, já te disse que estava à tua espera…” – respondeu sorrindo.

“ - … mas antes disso, vou tomar um duche rápido, estive o dia todo na praia.”

Entrou na casa de banho e fechou a porta atrás dela, ouvi o chuveiro a escorrer água. Momentos depois, abriu a porta com uma toalha enrolada ao corpo. Sorriu para mim e disse:

“- Deixa-me só vestir qualquer coisa mais confortável e já te venho fazer companhia.”

Dirigiu-se para o corredor e voltou uns instantes depois com um quimono de seda preto, curto. Foi novamente para a casa de banho, mas desta vez deixou a porta aberta ao mesmo tempo que penteava o cabelo e dava para nos vermos um ao outro. Fomos conversando até que disse:

“- Vamos para o quarto dos meus pais… lá tenho mais espaço para fazer a mala.”

Fui atrás dela pelo corredor que tantas vezes entrara e saíra, chegando ao quarto, não fiz muita cerimónia e sentei-me na cama enquanto ela ia amontoando roupa junto à mala. Abriu a mala e começou a ordenar as peças de roupa por tamanhos, no fundo ficavam as maiores e em cima as mais pequenas.

Na brincadeira começou a mandar peças de lingerie para cima de mim, provocando-me. Peguei numas cuequinhas fio dental minúsculas, rindo disse-lhe: “ - Não sabia que faziam assim tão pequeninas…”

De joelhos em cima da cama, debruçou-se sobre mim e disse: “ – É pequenina mas muito sensual!”. Naquela posição, de quatro inclinada para mim, o quimono abriu-se um pouco revelando um seio pequeno mas bem desenhado. Olhei para o seu peito descoberto e respondi: “ – Estou a ver que sim!”.

Ela apercebera-se naquele momento do seu seio exposto e em vez de o esconder, pegou na minha mão e pô-la em cima deste, sorrindo: “ – Não quero apenas que o vejas, quero que o sintas…”

Incrédulo, levantei-me da cama e disse: “ – Não achas que estamos a ir depressa demais? Ainda me incomoda a tua idade, sabes? Não me sinto confortável com a situação…”

“ – E eu já te disse que o que conta é a experiência… em relação ao conforto também prefiro voltar para a salinha… este é o quarto dos meus pais!”. Pegou na minha mão e guiou-me novamente pelo corredor escuro de volta à sala de estar iluminada pelas velas, ajoelhou-se no sofá de costas para mim, esperando que eu me sentasse ao lado dela.

Sentado no sofá, ela ficou um tempo naquela posição, ela sabia que eu estava a contemplar o corpo dela e deixou-se estar, fingindo distraída. O seu quimono, agora mais levantado, revelava uma outra surpresa, uma cuequinha fio dental com um padrão escocês, típica de uma qualquer fantasia com uma menina colegial…

Iluminada pelas velas, aquela imagem excitou-me. Puxei-a para mim, obrigando-a a sentar-se ao meu colo, sentindo o meu pau rijo debaixo dela. Rapidamente despi-lhe aquele quimono que já há algum tempo pedia para ser tirado.

Tirou-me a t-shirt e desapertou-me o cinto sem desviar os olhos dos meus e puxou-me as calças para baixo, deixando-me prostrado naquele sofá de dois lugares, apenas de boxers.

Beijámo-nos num beijo longo e quente, as nossas línguas competiam entre si ferozmente. Acariciei um dos seios e chupei-o com força, ela tirou-me a mão e levantou-se do sofá, encaminhando-se para a porta. Parou, olhou para trás e perguntou com um ar inocente: “- És guloso?”

“Sim, muito!!!” – respondi com olhos postos naquele rabo empinadinho tão bem encaixado no fio dental.

Voltou, trazendo na mão uma lata de chantilly em spray. Parou à porta da salinha e começou a despejar o chantilly por cima dos mamilos até os cobrir por completo, sem pressas, enquanto me fitava pelo canto do olho.

A seguir virou-se de costas para mim e em movimentos lentos, numa dança sensual, tirou as cuequinhas que desceram lentamente até aos seus tornozelos. Pegou na lata de novo e despejou mais daquele chantilly sobre a zona púbica, mandando de seguida a lata para cima do sofá onde estava, deliciado com aquele espectáculo privado.

Pôs-se de quatro e avançou lentamente, gatinhando em minha direcção. Perto de mim, tão perto que sentia a sua respiração acelerada, segredou-me: “-Come-me até à ultima gota de chantilly…”.

Levantei-me e segurei as suas ancas, sentando-a na borda do sofá, ajoelhei-me diante dela e comecei a chupar os seus mamilos que estavam duros, cheios de tesão. Agarrou-me nos cabelos e empurrou a minha cabeça de encontro ao seu peito.

Desci o seu corpo lentamente, deixando um traço de saliva até ao umbigo, onde brinquei com a língua, enquanto ela soltava suspiros. Desci um pouco mais e enterrei a cabeça naquele pipi lambuzando-me no chantilly que ainda sobrava no corpo dela, chupando aquele grelo húmido e quente.

Deixou-se cair para trás e entre gemidos de prazer, dizia: “ – Come-me… come-me todinha!”, o que me dava mais tesão, ao mesmo tempo que me aplicava naquele minete com dose extra de açúcar…

Pegou no frasco de chantilly, que estava caído aos seus pés e agitou-o:

“ – Temos que acabar com isto…”, levantando-se do sofá, empurrou-me para cima deste, entornando o resto do chantilly pelo meu corpo, dando especial destaque ao meu pau que já se levantava para ela há muito tempo.

Ao contrário de mim, começou por baixo. Passou a língua pelos testículos, brincando com eles por um tempo, num misto de prazer e cócegas, lentamente foi subindo o meu órgão da base, sorvendo todo o chantilly que se encontrava no trajecto até à cabeça. Chegando à ponta abocanhou-o todo, senti o fundo da sua garganta bater nele, retirando-o bem devagar da sua boca.

O meu pau reluzia à luz das velas, enquanto escorria ainda um pouco da saliva que ela tinha deixado. Com pouco tempo para contemplações, enfiou-o na boca de novo e chupou-o com muita vontade a um ritmo doido.

Antes que me viesse, já ela tinha começado a subir o meu corpo com a ponta da língua, fazendo o mesmo trajecto que tinha feito no corpo dela, mas no sentido inverso. Umbigo… mamilos. Voltou a beijar-me na boca, as nossas línguas trocavam agora os sucos que antes tínhamos provado com o açúcar do chantilly. Os nossos corpos uniam-se pegajosos com os restos daquele creme branco e as nossas mãos tocavam cada um dos sexos dando prazer mútuo.

Passei um dedo nos seus grandes lábios e senti a sua rata bem molhadinha, convidando-a a penetrá-la. Com dois dedos escorreguei para dentro dela bem fundo, brincando em volta do seu ponto G. Ela gemeu… gritou… suspirou, enquanto me batia uma punheta ao mesmo ritmo que a estimulava.

Deitou-se de lado, encostou-se a mim, levantou uma perna e disse:

“ – Mete-o todo dentro de mim!”

Eu acedi ao seu pedido, mas antes peguei nele e dei-lhe umas batidas secas no clítoris dela. Enterrei-o bem fundo, enquanto lhe acariciava os seios e o clítoris alternadamente. Ela agarrou-me uma nádega e mostrou-me qual o ritmo a que seria ser fodida, entre o rápido e fundo e o lento não tão fundo.

Ao ritmo desenfreado, ordenava-me: “ – Vai até ao fundo… fode-me com força!”. Os meus tomates batiam nos seus lábios vaginais, não conseguia ir mais fundo que aquilo!

Mudámos de posição, ela por cima de mim, de cócoras e eu sentado no sofá, disse: “ – Não te mexas, quero te foder agora!”. Tomou a iniciativa e fizemos sexo como ela quis, deixando-se cair até sentir o meu ventre bater com força de encontro às nádegas dela, enquanto que obcecada olhava para o meu pau a entrar e sair dela.

Perguntei-lhe: “ – Gostas de o ver a entrar em ti?”

“ – Adoro, nem sabes o quanto me excita…” e cavalgou até lhe faltarem as forças nas pernas. Mudámos de novo, deitados no sofá de lado, pegou no meu pau e enfiou-o dentro dela. Às primeiras bombadas, senti que me estava quase a vir e disse-lhe: “ – Tou quase…”

“ – Vem-te para o meu cu, mas nada de metê-lo!” – rindo-se.

Apontei para o cuzinho dela e deixei jorrar aquele líquido branco e espesso. De quatro, acariciou o seu clítoris com movimentos lentos enquanto sentia o esperma escorrer pernas abaixo.

Depois deitámo-nos de frente um para o outro e perguntou-me: “ – Ainda achas que a idade tem a ver com experiência?”

“ – Há excepções à regra…” – respondi-lhe com um sorriso maroto.


Fotografia: Fiambrella

23/07/2008

Café forte


Sempre gostei de jogos, principalmente aqueles que envolvem homens e mulheres com uma forte carga de sensualidade.

Estou convicto que a mulher é um ser vivo carregado de sensualidade, independentemente da sua forma ou beleza, todas elas têm essa “arma” intrínseca, que nós homens simplesmente não têm.

Não fossem os preconceitos e tabus há muito enraizados na nossa sociedade e os joguinhos sensuais seriam uma coisa banal no nosso dia-a-dia. Mas assim não o é, e o facto é que há poucas mulheres que usam essa vantagem… naturalmente.

Basta um sorriso, um olhar, um afagar de cabelo ou um simples gesto calculado, mas ao mesmo tempo despretensioso é tudo para derrotar um homem nesse jogo.

Num dia de Verão, fui até ao “meu” café do costume para o ritual diário, um café e rabiscar algumas ideias novas no meu moleskine. A minha mesa preferida estava desocupada, onde me sentei e pedi a minha dose diária de cafeína, alheio ao que se passava nas mesas em volta.

Bebi o café em três goladas e debrucei-me sobre o meu caderno preto de tamanho A6. Rapidamente fui preenchendo as suas páginas outrora brancas com ideias novas, nesse dia sentia-me criativamente inspirado. Tinha que aproveitar esse jorro de ideias ou então poderiam ficar esquecidas no tempo.

Notei algum desconforto, algo fugia àquele hábito rotineiro. Apurei o meu ouvido, quem sabe seria a música diferente dos outros dias. Mas não, nesse dia como em tantos outros, saia das colunas um som agradável de uma bossa-nova, intercalado com umas faixas de música lounge.

Sem levantar os olhos, resolvi voltar àquele processo criativo efervescente de onde surgiam ideias sob forma de rafts mentais, que logo transpunha para as páginas do meu caderno preto. Sorria para este, por causa do prazer de ver ideias novas a nascer em catadupa e com esse sorriso rasgado levantei os olhos da mesa. Em frente, estava uma mãe uma filha sentadas, foi então que reparei a causa daquele desconforto, ela olhava fixamente para mim. Senti de imediato um arrepio, o seu olhar era penetrante.

Ela era morena, bonita. Mas sem ser exageradamente vistosa, era uma beleza simples sem ser um produto artificial dos cosméticos. Tinha uns 27 anos, revelando naquele olhar fixo em mim, muita maturidade.

Ficámos a olhar fixamente um para o outro, sem desvios de olhar, sentia que tinha começado um jogo para o qual tinha sido desafiado, daqueles que começam numa troca de olhares.

Nunca desviei os olhos, nem os queria desviar, afinal o jogo ainda ia no início e não é todos os dias que temos desafios como este!

Confesso que o desconforto era cada vez maior, ela tinha um olhar penetrante que me despia a alma. À minha frente estava uma mulher que sabia o que fazia e principalmente o que queria que apenas o acaso (como mais tarde iria me aperceber) nos tinha juntado naquele café num dia quente de Verão.

A sua face mostrava vincadamente um vermelhão, não de pudor mas de um dia passado na praia. Enquanto continuávamos a olhar fixamente um para o outro, reparei que ela descruzou as pernas e lentamente as abriu, esperando uma reacção minha. Ela vestia um vestidinho de praia azul claro e revelava por baixo o que eu pensara ser um biquíni, mas para meu espanto, não usava nada por baixo.

No meio da minha incredulidade, adivinhei-lhe os pensamentos, pelo seu olhar e pelo seu movimento corporal, era como se me segredasse ao ouvido: “É isto que tu queres?! Mas vais só contentar-te com as vistas…”, e percebi logo que era mesmo só aquilo que iria ter, não tive dúvidas nenhumas em relação a isso, para mim era o suficiente e era uma história que iria recordar para sempre.

As suas pernas abertas revelavam uma vagina rapadinha e bem desenhada. Olhei de soslaio, para a outra ponta da mesa, a mãe alheia ao que se passava debaixo da sua mesa, bebericava um chá acompanhado de torradas.

Os meus olhos denunciavam-me, olhava alternadamente para os seus olhos e para o meio das suas pernas, durante um espaço de tempo que me pareceu infinito. Ela manteve as suas pernas tonificadas e bronzeadas só para mim e tal como as abriu, voltou a fechá-las lentamente, sem nunca ter desviado o seu olhar do meu.

Estava rendido, tinha-me levado de vencida, e sem estar à espera, levantou-se da mesa e saiu sem olhar para trás.

Nas semanas seguintes, continuei a ir ao mesmo café, como ia todos os dias, mas tinha o cuidado de ir sempre à mesma hora, sempre acreditando que aquilo não iria ficar por ali. Aliás, não podia, a química tinha sido perfeita, mas há coisas que só acontecem uma vez na vida!


Fotografia: sofa surfer

22/07/2008

Bem-vindos!

Neste sofá vermelho é onde dou asas à minha imaginação, onde recordo histórias que um dia se passaram comigo. Histórias essas que misturo com fantasias que se materializam tomando forma em pequenos textos que deixo neste blog.

Neste sofá vermelho que é meu, teu, nosso ou vosso, serve-me de refúgio, longe das inseguranças, do pudor ou da falta de coragem que um dia tive. Tudo é perfeito, a história perfeita com uma (várias) mulher perfeita que se fundem na realidade e na fantasia co-habitando de forma harmoniosa tocando-se, mas ao mesmo tempo, escudando-se atrás de uma linha ténue.

É essa linha que por vezes me confunde o que é real ou o que é fantástico, por vezes é uma metamorfose de ambos, por outras uma história de tão real parece ter sido fantasiada.

É neste sofá vermelho, que me sinto em segurança e por isso sou ousado. Dou largas aos meus desejos e taras sem sentimentos de culpa, nem falsos pretextos de tabus e preconceitos. Aliás tudo é perfeito, porque neste sofá vermelho, só existem histórias perfeitas. Histórias imperfeitas existem fora deste refúgio com os “se” e os “que” da vida…

Aceitem o convite e sentem-se neste sofá vermelho e desfrutem destas histórias, “elas” estão aqui para serem partilhadas. Peço-vos apenas que não coloquem entraves à imaginação, porque neste sofá vermelho, todos somos livres, sem preconceitos. Usem a imaginação, não tenham medo e quem sabe estas histórias um dia poder-vos-ão inspirar novas fantasias.


Política do sofá:
(1) Sejam bem-vindos, neste sofá vermelho sejam livres de comentar a única condição é de não usarem comentários pouco inteligentes ou ordinários (fóruns e blogs de sexo é o que há mais por aí!). Esses não serão publicados.

(2) Cada texto será ilustrado com uma fotografia de minha autoria, à excepção daquelas em que darei os créditos devidos.

(3) Dependendo da participação e do retorno dos comentários lançarei de tempos a tempos um desafio… estejam atentos (as)!