
No meu trabalho, o qual gosto de chamar "a firma", tem uma recepcionista nova (22 anos), um dia cruzámo-nos na casa-de-banho, e ela aproximou-se de mim... agarrou-me o pau com firmeza (por cima das calças) e disse-me: "- Tenho fome de ti!"
...


Há uns tempos tive uma formação onde conheci S., nunca tivemos grande troca de palavras, porque não havia liberdade para isso, ela estava acompanhada do namorado que também se tinha inscrito na mesma acção de formação. Sempre notei, desde o primeiro dia, que houve uma empatia da parte dela, a sua forma de olhar por vezes fazia-me sentir desconfortável, na presença sempre tão perto do namorado.
Acabei por ter uma postura defensiva e esquivava-me aos seus olhares...
Nunca mais tive contacto com S., até uns meses depois, em que me enviou um e-mail com um questionário daqueles que se enviam para os amigos de forma a se conhecerem melhor. Confesso que no dia que recebi o e-mail, não me mostrei muito interessado, mas tive curiosidade de ler as suas respostas... Dias mais tarde, resolvi enviar as minhas respostas, mas sem esperar novo contacto.
Nesse mesmo dia, S. respondeu-me, dizendo que se tinha identificado tanto com as minhas respostas e que já no curso tinha achado o mesmo. Mantive uma certa distancia, respondendo ao seu e-mail dizendo que todos temos pontos em comum, mesmo que à primeira vista, pareçam o oposto.
Nova resposta, não se fez chegar tarde e resolveu desvendar a ponta do véu, S. e o seu namorado já não estariam muito bem, a sua relação estava desgastada com 10 anos de namoro e sentia que tinha que continuar sozinha. Eu mantive a mesma distancia sem tentar morder o isco nem dar azo a outras liberdades e tentei aconselhá-la a reflectir bem sobre o seu relacionamento... Conversa puxa conversa através de e-mails trocados, combinámos um café para uns dias depois.
Cheguei ao café, antes da hora, tinha levado comigo um livro, e entreti-me a ler um pouco até chegar à hora combinada.
S. chegou e dirigiu-se à mesa onde estava sentado, interrompendo a minha leitura. Os seus olhos sorriram ao ver-me, com o cabelo molhado da chuva que caía copiosamente nessa tarde de Outono, sentou-se ao meu lado pousando uma mão na minha perna e disse-me baixinho: “Finalmente estou livre...”
Fiz um sorriso amarelo, sem saber como reagir. Não gosto de me rir da desgraça dos outros, mas pelo que tínhamos falado e pelo que já conhecia dela, S. antes de tomar a decisão, já tinha reflectido profundamente todos os prós e contras.
Olhei de novo para ela, mais atentamente, o seu cabelo moreno comprido molhado, dava-lhe um ar sexy...
Pedimos dois cafés e falámos um pouco sobre coisas mundanas, até que ela interrompeu a conversa pedindo-me que fosse com ela ao escritório que era naquele quarteirão.
Seguimos rua a baixo, tentando fintar as gotas de água que não tinham parado o dia inteiro de cair.
Entrámos num edifício dos anos cinquenta, já com um aspecto um pouco degradado e procurei o interruptor naquele hall frio e escuro, quando lhe toquei com a mão senti a mão dela por cima da minha e a luz acendeu-se.
Sorrimos ambos e ela acenou-me em direcção às escadas do edifício, segui atrás dela, observando o seu andar insinuante e provocador de uma forma inconsciente. O seu cabelo molhado pingava para o chão deixando um caminho de gotas pedindo que o seguisse e assim fui atrás dela.
Subimos dois lanços de escadas e chegámos à porta do seu escritório, S. meteu a chave na fechadura e destrancou as portas pesadas de madeira maciça. Entrámos no escritório, e um silêncio absorveu-nos, naquela divisão escura e fria só estávamos os dois, iluminados por uma ténue luz que vinha do hall de entrada do prédio no andar de baixo. Por momentos fintámo-nos sem trocar uma palavra, penso que trocámos pensamentos sem que nenhum de nós se apercebesse.
S. quebrou o silêncio: “- Vou à casa de banho para me secar, podes ir para a sala e senta-te no cadeirão... não faças cerimónias, eu volto já!”
Enquanto S. dirigia-se ao fundo do corredor, acedi ao seu pedido e fui para a sala e sentei-me num cadeirão que estava virado para a porta de entrada, olhei em volta e apenas com uma luz ambiente proveniente do corredor, consegui perceber que era o seu gabinete, à esquerda uma estante com uns livros da sua área e à direita uma secretária com uns papeis meticulosamente bem empilhados.
Na parede por cima da porta, o relógio dava-me as horas, 19h32, e por um tempo observei o ponteiro dos segundos a andar abstraindo-me de tudo...
Do fundo do corredor, oiço a sua voz: “- Onde estás?”
“- Aqui!” – respondi-lhe, olhando ainda para o ponteiro dos segundos que se movia a um ritmo hipnotizante.
Ouvi os seus passos em direcção ao gabinete onde ela me tinha deixado à sua espera, os seus tacos de salto alto ecoavam no soalho de madeira a um ritmo compassado.
S. surge à porta, de lingerie preta, meias de ligas e sapato de salto alto, encosta-se à ombreia da porta e finta-me com um olhar desafiante, morde o seu lábio inferior provocando uma reacção minha.
Sorri, dando a minha aprovação...

Curiosamente olhei para o contador no final da página e registei com agrado o número de 3050 visitas!
Festejei com pompa e circunstância as 1000 visitas e distraidamente deixei passar a barreira das 2000...
Para celebrar este número do qual orgulhosamente constato, não farei grandes celebrações, apenas um simples texto, do que no meu ponto de vista é importante ter visitantes no (meu/nosso) blogue.
Ao longo de 16 meses de existência, neste sofá vermelho, sentaram-se já bastantes pessoas, (não posso avançar um número porque o contador não descrimina quantas pessoas diferentes já por aqui fantasiaram), rostos mascarados que de diversas formas vieram aqui, sentaram-se e desfrutaram.
Uma certeza que tenho neste espaço de tempo, são questões, ou melhor 3050 questões para ser mais preciso, do que vivenciaram neste cantinho de fantasia...
Espero acima de tudo que tenham voltado, não uma, mas várias vezes, cativados com aquilo que por aqui leram. Outros vieram e deixaram de se sentar neste sofá vermelho, é a lei da vida, conformo-me. Mas não deixo de lamentar para mim próprio, porque vibro a cada comentário e a cada visita!
É neste pequeno registo que deixo aqui a visita 3000 assinalada, resta-me agradecer a todos os que por aqui passaram e que alguns continuarão a visitar e parabéns para todos vocês!
Obrigado.

Voltemos de novo ao café, não o do outro post, mas sim um outro também na zona de Lisboa.
Sento-me à mesa sozinho, com o meu caderno (sim, o mesmo do outro post) e com um café. Mexo a colher na chávena diluindo o açúcar no café amargo. Olho em volta, enquanto repito esse gesto monótono. Observo as mesas que se dispõem à minha volta. Continuo a mexer a colher e direcciono o meu olhar duas mesas à frente, um grupo de mulheres conversa animadamente, concluo que são amigas há algum tempo, pela sua linguagem corporal, pelas suas palavras sem formalismo.
Levo a chávena à boca, o café ainda quente escorre pela minha garganta e aprecio aquele momento, o sabor e o cheiro únicos que só um café oferece.
Pouso a chávena e preparo-me para escrever palavras soltas, que mais tarde se unificarão para dar sentido a qualquer coisa. Brinco com os duplos sentidos das palavras que poluem o nosso vocabulário. E constato, sorrindo que a língua portuguesa é muitíssimo rica em duplos sentidos!
Distraído neste exercício puramente de entretenimento, sinto-me observado e olho em frente. É daquela mesa, a tal cheia de mulheres que riem e conversam animadamente sobre as suas vidas quotidianas. Uma morena de olho claro, finta-me, nunca deixando de acompanhar as histórias das suas amigas, ela ri-se, mas o seu sorriso não é para mim, o destino é para as outras, as suas amigas.
Gosto de observar enquanto faço o contacto visual com outra pessoa, reparo na aliança que jaz no seu dedo anelar. Por segundos perco o interesse nela e na sua mesa. Volto ao meu caderno e escrevo a palavra anilha e sorriu, passam-me várias imagens pela cabeça contraditórias, que os duplos significados assim transmitem.
Continuo no mesmo exercício, explorando novas palavras, novas analogias, perco-me em viagens mentais, vou de um extremo ao outro à velocidade da luz, mas divirto-me comigo mesmo, masturbo-me mentalmente enquanto continuo a brincar com as palavras.
Sinto de novo a mesma sensação, a presença de alguém que me observa, só que agora já sei quem me olha e antes de largar as páginas do caderno, olho na sua direcção com um ar desinteressado, a morena de olho claro olha-me fixamente, e eu entro no seu jogo, retribuo o olhar mais intensamente, passo do jogo das palavras de duplos significados para o jogo de olhares e divertimo-nos ambos com isso.
Uma das amigas, pergunta-lhe algo, mas ela está noutra estratosfera, a amiga olha na mesma direcção e encontra-me no plano de fundo. Chama-a de novo e acorda-a daquele transe, ela surpreendida olha para a amiga.
“- Foste apanhada!” – sussurro para mim mesmo.
E dou por terminado aquele jogo.
Volto ao meu caderno, naquele dia tinha vontade de ter múltiplos orgasmos mentais e sentia que ainda estava nas preliminares. Mas, o silêncio que vinha da minha mesa, contrastava com o alarido da outra, a tal duas mesas à frente da minha.
O meu olhar volta a encontrar mais uma vez o seu, que de novo já tinha abandonado o de suas amigas. Resolvi aumentar a fasquia, curioso no que aquilo ia dar, e mostrei o meu dedo anelar, sem aliança. Ela corou levemente, não estaria à espera que apenas uma troca de olhares, levaria a uma troca de insinuações de um desconhecido, duas mesas à frente da dela.
Ela sorriu, desta vez dirigiu a mim, e disfarçadamente, debaixo da mesa tirou a sua aliança, mostrou-me agora o seu dedo anelar despido de qualquer compromisso, enquanto dirigia a sua atenção para as restantes amigas, fingindo estar a seguir a conversa.
Confesso que, fora quaisquer moralismos, gostei da sua atitude, daquela cartada jogada por ela, quando tudo levaria a que abandonasse o jogo. E por momentos, não voltou a olhar na minha direcção. Dirigi de novo a atenção ao meu caderno, e escrevi a palavra “jogo”, e pensei onde iria o seu jogo parar.
Interrompi a minha estratégia quando ouvi as cadeiras a arrastar no chão, ela e as amigas, estavam a sair do café e senti-me desiludido. Acompanho a sua saída observando todos os seus movimentos, ela não olha mais para mim. Chegou à porta e sussurrou qualquer coisa à amiga, a tal que se apercebeu no inicio e volta para trás. Vai na direcção da minha mesa e contorna-a devagar, deixa cair o seu porta-moedas, e algumas moedas espalham-se no chão. Levanto-me para a ajudar e por breves instantes estamos agachados de frente um para o outro, ela olha-me e diz baixinho: “-Segue-me…”, aceno com a cabeça, enquanto lhe entrego as moedas que se tinham espalhado no chão.
“-Obrigado.” – diz-me num tom um pouco mais alto.
Deixo-a ir para a casa de banho, numa zona recuada do café, longe de todos os olhares. Espero por momentos, olhando pelas vidraças e vejo as suas amigas, a caminharem lentamente para longe dali.
Olho em volta e procuro algum olhar mais atento, mas ninguém retribui o seu olhar e dirijo-me também aos fundos. Percorro um pequeno corredor estreito, onde no fundo se encontram as portas das casas de banho. Ela espera no seu interior, e mal passo à porta, ela puxa-me para dentro desta.
Beija-me furiosamente, enquanto me leva, para dentro de uma das divisórias, fecha a porta atrás de si e começa a desabotoar a sua camisa branca e diz-me sem rodeios: “- Fode-me, temos pouco tempo…”
Agarro-a nas ancas e obrigo a rodar, fica de costas para mim, ponho a minha mão por dentro da camisa e sinto um dos seus mamilos duros de tanta tesão, a sua respiração é ofegante, enquanto com uma mão procura o meu pau que se põe duro para ela.
Baixo-lhe as calças ela inclina-se para mim apoiando a mão no autoclismo. O seu rabo empina exibindo as suas nádegas tonificadas, que se juntam sobre o fio dental de cor rosa choque. Contemplo-a por breves instantes e agarro-lhe os cabelos pretos ligeiramente ondulados, e com uma mão toco-lhe dos seus lábios vaginais encharcados, aproximo a minha boca ao seu ouvido e segredo-lhe: “- É assim que gostas?”
“ - Hum, hum” – murmura, entre dentes, dando o seu consentimento.
Puxo o seu cabelo com mais força para junto do meu corpo que se inclina para ela, enquanto molho com saliva dois dedos da minha mão livre e penetro-os dentro dela.
Ela sente o vai e vem dos meus dedos que cada vez mais depressa e ritmadamente a penetram e geme, baixinho.
Sinto as mãos encharcadas do seu suco, ao mesmo tempo que as suas pernas estremecem em espasmos involuntários, ela quase que cai sobre os seus joelhos naquele momento de fraqueza em que vai e volta na sua viagem orgásmica. Recompõe-se ao fim de alguns momentos e vira-se para mim, agachando-se à minha frente e puxa-me as calças para baixo, deixando exposto o meu pau duro.
Agarra-o sem meiguice e começa a acariciá-lo lentamente, abocanha-o deixando-o todo molhado e repete os mesmos movimentos mas cada vez mais velozes. Sente que já estou pronto e senta-me na sanita, de costas monta-me por cima e domina-me em todos os sentidos, acaricio-lhe o clítoris ao ritmo ditado por ela, nos seus movimentos por cima de mim.
Ela pressente o meu orgasmo, e sai de cima de mim, mergulhando os seus lábios no meu pau, sugando-o como se quisesse levar com ela o meu leite guardado dentro de si. Os seus olhos verdes olham-me fixamente e eu sorrio para ela. Quando retomo a compostura já ela apertava a sua camisa e puxava as calças para cima, piscou-me o olho e sorriu, saindo da casa de banho, deixando-me despido a olhar para ela.
Vesti-me e corri atrás dela, para lhe perguntar o nome e combinar um café, à mesma hora noutro dia da semana, mas quando saí do café, ela já se tinha encontrado com as amigas mais à frente no fundo da rua. Regressei ao café e reparei no mesmo ambiente que estava instalado, as mesmas personagens, como se o tempo ali tivesse parado por breves segundos…