21/08/2008

Entre máscaras



Já passava da uma hora, estava em casa a ver um filme que não me despertava minimamente a atenção, mas não havia nada para fazer e daqui a pouco tempo tinha que ir dormir.

O telemóvel pousado ao meu lado treme, deitado no sofá, olho de soslaio. O ecrán iluminado revela: “1Mensagem recebida”. Pego no telemóvel e acedo à mensagem inesperada.


De: S.

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O que estás a fazer? Hoje lembrei-me de ti.

Vem ter comigo…


A S. era uma amiga da internet, nunca tínhamos saído juntos, mas já nos conhecíamos há bastante tempo virtualmente. As nossas conversas de início eram sobre fotografia, um gosto comum. Partilhávamos fotografias de outros, que descobríamos em sites de fotografia. Ambos, adorávamos fotografias de nú, a preto e branco e ficávamos horas a discutir, por vezes apenas uma fotografia, quais as histórias que esta contava, a iluminação, o décor…


Respondi:

Para: S.

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Olá. A ver um filme sem interesse nenhum.

Vou ter contigo onde?


O telemóvel tremeu de seguida, nova mensagem recebida…

De: S.

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A Almada à minha casa, espero-te…

Vem!

(morada dela)


Apaguei a televisão e saí de casa, meti-me à estrada. Segunda Circular… Eixo Norte-Sul… Ponte 25 de Abril… Almada.

Cheguei ao número 22, a porta estava encostada. Entrei no prédio e olhei para o painel que indicava que o elevador estava no quinto andar. Resolvi subir as escadas, de dois em dois degraus, cheguei ao terceiro andar ofegante…

Outra porta encostada, no chão por cima do tapete de entrada uma máscara preta e um post-it amarelo com uma frase:

“Põe-me antes de entrares!

S.”


Pus a máscara na cara e empurrei a porta. Entrei num hall escuro, de fundo escutava uma música baixa, dando ambiente, um som melódico do oriente. No fundo de um corredor, uma luz ténue alumiava solitariamente um quarto. Dirigi-me para lá, pé ante pé.

S. tinha-me surpreendido com aquela máscara deixada à porta do seu apartamento, seria a minha vez de fazer uma surpresa.

Cheguei à porta daquela divisão e olhei para dentro. Na outra ponta do quarto, uma parede em tom caju tinha o protagonismo, espalhados por si um conjunto de quadros de ilustrações que dali, da porta, não dava para entender qual o seu conteúdo. No canto, um candeeiro de pé alto, que dava luz ambiente ao quarto. Encostada à parede, uma cama, com uma capa cor de vinho e lantejoulas douradas, de estilo indiano. Entre duas almofadas com os mesmos tons de vinho e lantejoulas douradas, um corpo nu de mulher.

Fiquei à porta, paralisado com tamanha beleza e exotismo, naquela cama de casal, S. estava completamente nua, na cara uma máscara idêntica e um pequeno véu preto, semitransparente que caía pela sua face até ao queixo.

A sua mão direita afundava-se entre as suas pernas, acariciando o seu próprio ventre, ao som daquela música descontraída. Ela mordeu o lábio e soltou um gemido curto do fundo da sua alma.

Fiquei instantaneamente excitado, sentia o meu caralho a pulsar dentro das calças. Devagar, despi-as, a camisa, as meias e os boxers foram de seguida, sem fazer barulho, enquanto a observava naquele momento íntimo de puro prazer, sentindo-me um voyeur, uma ideia que mais me excitava. Acariciei-o devagarinho, repetindo ao ritmo que ela também tinha escolhido para ela.

De repente, soltou um grito e toda ela estremeceu, teve um orgasmo. E notou a minha presença em frente dela, eu estava nu, excitado, tocando-me tal como ela.

Sorri e entrei devagarinho pelo quarto dentro e sem trocarmos uma palavra, mergulhei a minha cabeça no meio das pernas dela.

S. era daquelas mulheres que não tinha pudor em mostrar o prazer que uma língua molhada em volta do seu clítoris lhe fazia. Gemeu bem alto, desinteressada na hora tardia ou se os vizinhos a ouviriam. E continuei a chupá-la, como que a desafiando para que gritasse mais alto ainda.

Puxou-me pelo braço e deitou-me na cama dela, pôs-se de gatas com o rabo virado para mim e sentou-se na minha cara. “ – Fode-me com a língua!” – ordenou-me peremptoriamente. Eu acedi ao seu desejo, enfiava e tirava a língua a um ritmo ditado por ela, pelos seus movimentos de anca, agachada por cima de mim, gritando alto a cada penetração.

Baixou-se em direcção ao meu pau e agarrou-o com força com uma mão, deu-lhe uma sacudidela bem rápida e cuspiu-lhe em cima, tornando os movimentos mais fluidos. De seguida, lambeu-me a ponta, continuando a cavalgar em cima da minha língua, indomável.

Aquele 69, tranformou-se na fusão de dois corpos num só. Nos seus movimentos, a cada penetração da minha língua, ela correspondia com uma chupadela vigorosa, uma simbiose perfeita de sabores, prazer e sensações.

Empurrei-a de cima de mim, obrigando a que caísse na cama ao meu lado, levantei-me e olhei para a parede cor de caju e percebi o tema dos quadros.

Ilustrações retiradas do livro indiano Kamasutra. Cada quadro, ilustrava uma posição, num total de três quadros, perfeitamente alinhados ao longo da parede.

Entendi logo, que as ilustrações indicavam qual o roteiro daquela foda. Já tínhamos feito o primeiro quadro e o segundo estava já pronto para ser estreado a seguir.

Apontei para o quadro, mostrando-lhe que já tinha entendido, ela acenou com a cabeça e pôs-se de quatro, esperando que a penetrasse.

Meti o meu pau dentro dela de uma só vez, o que fez com que ela soltasse um grito bem alto, um misto de dor e prazer. A cada investida minha, ela respondia com mais um grito, sentia-a excitada.

Aqueles gritos incomodavam-me, estava com receio que os vizinhos chamassem a policia e tapei-lhe a boca com uma mão. Ela mordeu-ma, obrigando-me a retirar da sua boca, dizendo: “- Deixa-me gritar… só grito quando estou cheia de tesão!”.

Naquela posição eu fodi-a como se fossemos animais selvagens, num festim carnal. Ela gostava assim, de sexo puro, selvático, primitivo. Só abrandámos por poucas vezes o ritmo acelerado enquanto se vinha, deixando-me abrandar o ritmo ao som dos seus gemidos em surdina, enquanto acariciava o seu clítoris que latejava naqueles orgasmos.

Depois, olhei para o terceiro quadro, toquei-lhe ao de leve na anca e ela subiu para cima de mim, depois de me sentar na cama, voltando ao ritmo desenfreado.

Ela cavalgava em cima de mim, ao mesmo ritmo que a tinha comido de quatro, com tanta tesão acabei por não aguentar mais e vim-me dentro dela.

Caí para o lado esgotado, com gotas de suor a escorrer pelo meu corpo. Levei à cara uma mão para tirar a máscara que escondia a minha identidade, fui impedido por ela agarrando-me o pulso: “- Só tiras lá fora!” – ordenou.

Quando recuperei as forças, levantei-me e recolhi as roupas que jaziam à porta do quarto e vesti-me sem pressas, enquanto ela me observava ainda deitada na cama.

Em jeito de despedida, acenei-lhe com a cabeça e com um sorriso. Ela respondeu-me com um piscar de olho e um sorriso de satisfação. Atravessei o corredor escuro e saí deixando a máscara no hall de entrada.

Lá fora raiavam os primeiros raios de sol. Segui estrada fora de regresso a Lisboa, na ponte contemplei o nascer do sol sobre a minha cidade que acordava lentamente. Sorri olhando em direcção ao sol e pareceu-me que ele também estava a sorrir para mim.


Fotografia: Montagem de sofa surfer

Fontes: wikipedia e stock.xchnge


8 comentários:

vita disse...

Muito excitante, e contado de uma forma muito sensual.;)

Beijoooo

A. disse...

Obrigado mais uma vez Vita!
Não só pelo comentário, mas também pela visita.

Bjo,
A.

Casal Tuga disse...

uau, até arrepiou! :)

Beijos & Abraços

A. disse...

Obrigado Casal Tuga,
Cada vez que releio este texto também fico com pele de galinha...

Bjo e abraço,
A.

D.Antónia Ferreirinha disse...

BZZZZZZZZZZZ, segredo.
Gostei do teu blogue. Vou linkar.
Beijinho.

A. disse...

D. Antónia.

Obrigado pela visita agradeço o "linkamento". LOLOL
Volta mais vezes.

Bjo,
A.

Cereja_Azul disse...

Xiiiii este a ler até dá tesão...lá preciso eu das minhas gotas!!!

Beijos

A. disse...

Cereja Azul,

Bem-vinda e fico contente de gostares desta realidade/fantasia é até agora a minha favorita!


Para que precisas de gotas?

Bjo,
A.